Juquitiba vira ‘município de interesse turístico’ e deve receber R$ 600 mil para setor.

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                                                      Localizada em uma faixa de mata atlântica, pertencente ao Parque Estadual da Serra do Mar e do Jurupará, Juquitiba foi escolhida pelo potencial para o ecoturismo e turismo de aventura, como o rafting no rio Juquiá, além de várias trilhas ecológicas. Com 521,6 km2, o município ganhou o nome originário do tupi-guarani “Y-Cu-Tiba”, que significa “Terra de muitas águas”, pelo território com grande quantidade de nascentes, riachos, cachoeiras e rios com águas cristalinas.

                                                      Juquitiba está situada em uma região montanhosa, com altitude média de 685 metros, em que o ponto mais alto fica no bairro das Laranjeiras, com 900 metros, e o mais baixo no Bairro do Engano, com 550 metros. De acordo com a prefeitura, a cidade possibilita o contato com a fauna e a flora da mata atlântica, em estadia com oferta de pousadas, camping, hotel, guias e monitores locais para bom aproveitamento das atividades esportivas e de lazer aos visitantes.

                                                         Para obter o recurso extra, as cidades afirmaram ter serviço médico emergencial, locais de hospedagem, alimentação, prestação de serviço e de informação turística, além de atender demandas de água e coleta de lixo, apresentar plano diretor e ter Conselho Municipal do Turismo. A verba, a ser liberada pelo Estado, deve ser investida no desenvolvimento do turismo, urbanização, obras de infraestrutura, preservação ambiental e serviços de atendimento ao público.

                                                      Ao aprovar o projeto de lei, os deputados estaduais colocaram ao todo mais 43 cidades do Estado como “MIT”. Em 2017, outras 97 receberam o status. Juquitiba e as outras duas cidades contempladas agora se juntam a Mairiporã, Santa Isabel, Guararema e Mogi das Cruzes, também na Grande São Paulo (região leste), que se tornaram “MIT”s há dois anos. O repasse foi criado em 2015, quando os parlamentares aprovaram um projeto de lei complementar.

                                                A nova legislação visou ampliar o número de cidades beneficiadas com recursos do Fundo de Melhoria de Estâncias e desenvolver a atividade turística do Estado. Contudo, a iniciativa criou uma corrida de várias prefeituras em busca dos recursos, mesmo as que não possuíam vocação turística. Só na Grande São Paulo, 22 municípios tentaram a aprovação do benefício. Para entrar com o pedido, basta um deputado apresentar o projeto e a documentação da cidade.

                                             A cidade que se torna “MIT” pode pleitear três anos depois ser estância turística – a nova avaliação fica a cargo mais uma vez da Assembleia. Atualmente, na Grande São Paulo, existem apenas quatro estâncias – dos 38 municípios ao redor da capital. São elas Poá, Salesópolis (leste), Ribeirão Pires (ABC) e Embu das Artes. Elas recebem recursos pela condição. Porém, terão que comprovar que estão investindo no setor para continuar com o status nos próximos anos.

Creditos: ALCEU LIMA – Especial para o VERBO ONLINE, em Juquitiba